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Erosão Costeira


Enviaram-me este excelente artigo da autoria de Nuno de Noronha, que partilho com todos os que por aqui passam.

( SAPO Notícias: http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/um-futuro-sem-praias-algoritmo-d_5164.html


Erosão costeira

Algoritmo da Universidade de Aveiro alerta para o risco de um futuro sem praias

Imagem: LUSA/PAULO NOVAIS
A previsão a 30 anos feita por um modelo de cálculo criado nos departamentos de Engenharia Civil e Geociências da Universidade de Aveiro (UA) mostra que o mar vai avançar sobre a costa se nada for feito. A simulação aponta para a possível ligação entre o mar e a laguna de Aveiro a sul da praia da Vagueira, uma das mais fustigadas pela erosão costeira.

Nos últimos 52 anos, em alguns pontos da faixa costeira entre Cortegaça e a Praia de Mira, registaram-se recuos da linha de costa na ordem dos 230 metros, o que correspondente a um recuo médio de seis metros por ano 

O modelo de simulação conclui a “redução considerável da largura de algumas praias entre Cortegaça e Mira e o aparecimento de novas aberturas entre o mar e a ria de Aveiro”, lê-se num comunicado da Universidade de Aveiro (UA).








O algoritmo desenvolvido por uma equipa liderada por Carlos Coelho, investigador do Departamento de Engenharia Civil da referida instituição de ensino, conclui que o areal das frentes urbanas protegidas tenderá a desaparecer, acompanhando o recuo da linha de costa face ao avanço do mar, com a exceção do troço entre as praias de São Jacinto e Torreira, onde o molhe do Porto Comercial de Aveiro segura uma grande quantidade de sedimentos.
Carlos Coelho, investigador da Universidade
 de Aveiro responsável pelo estudo
A análise das linhas de costa entre Cortegaça-Furadouro e Vagueira-Praia de Mira – as duas mais afetadas pela erosão costeira no país – dá conta de que “daqui a 30 anos poderá haver a sul da Vagueira a ligação entre a laguna de Aveiro e o mar”, adverte o investigador.

As simulações obtidas através do algoritmo têm por base dados sobre a evolução da linha de costa nas últimas décadas e partem do princípio que as condições atuais se mantêm, lê-se na nota de imprensa.

Modelo numérico

O algoritmo desenvolvido por Carlos Coelho está em “adaptação constante”. O investigador reconhece a existência de limitações no conhecimento e na tradução numérica de todos os processos envolvidos na erosão costeira, mas explica que apesar da escassez de dados é importante dar seguimento à monitorização, já que “quanto mais dados tivermos, e mais minuciosos forem, melhor poderemos calibrar o modelo de forma a obtermos melhores projeções”.

Este cenário desolador para a região já tinha sido avançado num estudo de 2005 da mesma universidade. Cristina Bernades concluiu que “cada vez há menos sedimento disponível para ser transportado pelas correntes da deriva litoral, fator decisivo para o aumento da erosão na costa de Aveiro".

Na altura, a investigadora garantiu que a costa aveirense recuou significativamente desde 1958 e frisou que a tendência era para continuar. "A tendência na zona de Aveiro é para uma erosão muito séria e continuação do recuo da linha da costa. Os rios trazem cada vez menos sedimentos até à foz", advertiu.

Mar vai ligar-se à laguna de Aveiro a sul da Vagueira se nada for feito, alerta estudo da UAFotografia: UA

O rio Douro é um dos principais contribuintes em sedimentos para a zona, mas uma grande quantidade fica retida nas barragens ao que ainda se acrescem as extrações de areias feitas nos rios. O estudo de 2005 concluiu ainda que "as correntes estão artificialmente desnutridas de sedimento e (…) dissipam a sua energia na erosão das praias e das dunas", defendendo a destruição dos esporões ou a recarga artificial das praias para contrariar a erosão, já que "os molhes do Porto de Aveiro, os esporões e enrocamentos acabam por ser armadilhas para o pouco sedimento disponível".

"Há praias que pura e simplesmente desapareceram nos últimos tempos", lembra a investigadora.

Nos últimos 52 anos, entre a Costa Nova e a Vagueira, a linha de costa recuou 73 metros. Entre Maceda e o Furadouro, no mesmo período de tempo, houve um recuo de 120 metros. Mas entre alguns pontos desta faixa costeira, registaram-se recuos de 230 metros, o que correspondente a uma perda efetiva do sistema praia-duna, sublinha a investigadora, e um recuo médio da linha de costa de seis metros por ano.




Um dos comentários publicado junto desta noticia dizia a esse propósito o seguinte, reforçando esta ultima ideia:

Sabem porquê?
porque com as barragens, deixou de haver deposição de inertes na costa, ficando agora depositados nas zonas de desaceleração das águas, perto das barragens, constituindo Deltas de areia, que um dia terão que ser removidos e transportados de camião até ao mar. Já é assim em muitos países... pensa-se em resolver um problema, mas ignoram-se os outros...

2 comentários:

  1. Caro amigo Antonio !!!!

    O meu Blog. tem a honra de lhe conceder o
    Selo “Este Blog é Ouro” a você, por ser
    Meu amigo e seguidor. Ele é cortesia de
    “Poesias do Poeta Cigano”. Espero que goste
    Desse mimo carinhoso.
    Encontra-se em meu Blog. no Selo para os amigos
    Logo no início.
    Como não tem código, é necessário salvar ou
    Capturar a imagem e, passar para seus arquivos.
    Posteriormente lançá-lo no campo Imagem do
    Layout de seu Blog.
    Beijos de luz !!!

    POETA CIGANO – 14/11/2012
    http://carlosrimolo.blogspot.com

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    1. Muito obrigado pela distinção, irei buscar com carinho e de seguida irei colocá-lo neste blogue. Permita-me que retribua de igual forma. No meu blogue Ensaios Poéticos tenho lá o meu selo que lhe ofereço com imenso prazer.

      Grande abraço
      Gallobar

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